quarta-feira, 16 de setembro de 2009

No Calhau...

Ou de como me iniciei em fotografia porno: Estava a passar a tarde numa das muitas casas sobranceiras ás nossas falésias quando reparei num casal que se dirigiu rapidamente para o calhau e começou os obvios preliminares duma sessão amorosa. O espirito de reporter fez-me entrar em acção e colocar a teleobjectiva e preparar a camara foi coisa de segundos.
Entretanto o nosso casalinho já ia adiantado e só consegui umas três fotos da classica posição do missionário.
Ainda hoje me faz pensar no espirito de sacrificio das mulheres, pois de costas sobre as pedras não deve ser nada confortavel.
Enfim a Natureza tem muita força e deve ser por coisas destas que já chegamos aos 6 mil milhões!
Nota: Se você não é pudico clique para aumentar a imagem

sábado, 29 de agosto de 2009

Galaxias


Para uma rã que vive num poço, o céu é do tamanho duma abobora.(Provérbio chinês)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Black (um rafeiro)


Behind these eyes Big Brother is watching you...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Aquele que pergunta, pode ser um tolo por cinco minutos. Aquele que deixa de perguntar, será um tolo para o resto da vida."


O que anda a fazer aquele tolo de 66 anos com um oculo e respirador sempre que vai para o mar?
R: A fugir das alforrecas...

domingo, 19 de julho de 2009

Avó e neta


58 anos depois frei Mendel volta a atacar...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

rocheiros


Espécie em vias de extinção, hoje há grande procura de "rocheiros", isto é homens que sobem as escarpas para soltar as pedras que ameaçam cair.
Reparem como estão bem protegidos : capacete, arnês de segurança, luvas, oculos de protecção e sapatos apropriados! Tudo como mandam as regras da CEE.
Não sei se Alberto João pensou neles quando se referiu ao "Povo Superior".
Mas que era preciso tê-los no sítio, lá isso era.

domingo, 21 de junho de 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O Funchal cheira a merda


Tive a má ideia de sair esta tarde e tomar um café no Golden Gate.
Na respectiva esplanada corria uma brisa suave que trazia emanações dum cheiro nauseabundo.
Como estavamos a três metros da entrada da Secretaria Regional do Ambiente, houve quem aventasse a hipòtese do cheiro vir de lá...
Quero crer que não, mas aqui vão os meus votos para que o odor penetrasse bem para dentro.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Deitar a poita

Maldivas 1990

terça-feira, 2 de junho de 2009

quarta-feira, 27 de maio de 2009

desembarque na Normandia

Les sanglots longs des violons de l'automne
Blessent mon coeur d'une langueur monotone.
Tout suffocant et blême quand sonne l'heure
Je me souviens des jours anciens et je pleure
Et je m'en vais au vent mauvais qui m'emporte
De çà , de là, pareil à la feuille morte.
Verlaine

sábado, 23 de maio de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

cartas de amor

Poema
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).
Álvaro de Campos

sexta-feira, 8 de maio de 2009

desportos radicais

Já experimentaram este?
Não, não me refiro ao marmanjo que está a atirar, mas sim a ocupar a posição dos alvos. Sobretudo aqueles que consistem numa fileira de patinhos a passar dum lado para outro.
Garanto-vos que não é tão mau como parece, o que custa mais são os primeiros minutos, depois a gente está-se cagando.
E o som duma bala a passar perto dos ouvidos, parece-se muito com um beijo.
Vale a pena.

sábado, 18 de abril de 2009

cantico negro

Cântico Negro
"Vem por aqui" --- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom se eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.---
Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe.
Não, não vou por aí!
Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: "vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis machados, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,---
Sei que não vou por aí.
José Régio

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009