quarta-feira, 27 de maio de 2009

desembarque na Normandia

Les sanglots longs des violons de l'automne
Blessent mon coeur d'une langueur monotone.
Tout suffocant et blême quand sonne l'heure
Je me souviens des jours anciens et je pleure
Et je m'en vais au vent mauvais qui m'emporte
De çà , de là, pareil à la feuille morte.
Verlaine

sábado, 23 de maio de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

cartas de amor

Poema
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).
Álvaro de Campos

sexta-feira, 8 de maio de 2009

desportos radicais

Já experimentaram este?
Não, não me refiro ao marmanjo que está a atirar, mas sim a ocupar a posição dos alvos. Sobretudo aqueles que consistem numa fileira de patinhos a passar dum lado para outro.
Garanto-vos que não é tão mau como parece, o que custa mais são os primeiros minutos, depois a gente está-se cagando.
E o som duma bala a passar perto dos ouvidos, parece-se muito com um beijo.
Vale a pena.